quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DEIXA EU por Dé (Mentes Urbanas DCI)

Deixa eu viajar através de meus pensamentos,
Deixa eu procurar a saída deste labirinto,
Deixa eu te falar neste momento,
Deixa eu matar a fome do faminto,

Deixa eu lutar, por mim, por você, por todos,
Deixa eu rimar, rimar em prol do povo,
Deixa sua mente aberta, pronta pro resgate
De guerrilha, mais um combatente, pronto pro combate

Todas minhas armas estão sendo usadas
Muita informação pra mente alienada
Complexo D.C.I., zona sul de Araraquara
São poucos os guerreiros, prontos pra batalha

Pesando na balança, somos nós os oprimidos
Uma grande colônia dos estados Unidos,
Mais de 500 anos de exploração
Eu sei que dói na alma, corta o coração
Mas peço muita calma, coragem e união

O Brasil não foi descoberto, foi invadido
Pelos holandeses, portugueses, e espanhóis malditos
Com o extermínio de milhões de índios;
Através do Hip-Hop, com atitude; luto e protesto
Pra aqueles que não se iludem, deixo esse manifesto

Negros e negras, escravizados aos milhares
Salve Zumbi, grande líder em Palmares,
No passado quilombo hoje, favela, periferia,
Medo, pânico, no mundo da tecnologia

Povos nativos, tradição, religião e cultura
Ideologia e armas, o massacre continua,
Imperialismo, ambição, cinismo, podridão,
Capitalismo, sistema eficaz de autodestruição.

Humanidade, homem, insanidade, insanos,
Agentes que realizam as profecias do apocalipse,
Animais racionais, chamados de humanos,
No dia-a-dia mundial, somente cenas tristes,

América latina, nosso país é o Brasil,
Milhares de chacinas, milhões de explorados
Poesia rebelde em forma de pavio,
Que explode a favor do proletariado.

Aí burguesia, ao contrário do previsto,
À manipulação nas tardes de domingo,
Na educação, eu insisto e persisto,
Por revolução, pelo socialismo.

Aos que sangraram por justiça, por igualdade,
Deixa eu continuar, por vocês com lealdade,
Mataram seus corpos, mas não os ideais,
Eles estão vivos, não se vão jamais,
Deixa eu lutar, lutar pela paz...

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